I. Innocence


Descontraindo.

• AGORA:

- Que horas são: 05:31 (madrugada.)
- Está ouvindo: Barulho do teclado e o arfar do meu cachorro debaixo da cama.
- Está sozinho: não.
- O que está vestindo: short e camiseta.
- Está pensando em alguém: Sim.

 

• FAVORITOS DO MOMENTO:

- Veículo: carro.
- Flor: girassol.
- Shampoo: Dove.
- Sabonete: Fofo.
- Pasta de dente: Colgate.
- Refrigerante: Coca-Cola (na garrafa de vidro, de preferência).
- Comida: Chocolate.
- Livro: Delírios de Consumo na 5ª Avenida (Shophie Kinsella).
- Música: Bubble Wrap – McFLY.

 

• NA REAL VOCÊ:

- Muda de personalidade: Não (acho).
- É Psicótico: Não.
- É Obsessivo: Não.
- É Compulsivo: Não.
- Sofre de Pânico: Até onde eu sei, não.
- É Ansioso: Sim.
- É Depressivo: Não.
- É Suicida: Não.
- É chocólatra: Sim.
- É ciumento: mais ou menos, serve?
- Tem manias (cite): Mexer no cabelo, estalar os dedos, roer as unhas,  alinhar os passos com a pessoa que está andando na minha frente (pé direito com pé direito, pé esquerdo com pé esquerdo), etc.
- Algum vício: Não.

 

• VOCÊ JÁ:

- Beijou: Sim.
- Traiu: Não.
- Manteve um segredo para todos: Sim.
- Chorou até perder as forças: Não.
- Se sentiu atraído por um desenho: Não.
- Aprontou algo com alguém: Nada muito grave.
- Fumou maconha: Não.
- Bebeu: Não.
- Ficou tão bêbado que nem lembrava o nome: Não.
- Mentiu pra alguém: Nada muito grave.

 

• ÚLTIMA VEZ QUE

- Falou ao telefone/com quem: Não me lembro.
- Abraçou alguém: ontem.
- Beijou (de língua): doze de abril de dois mil e nove.
- Se apaixonou: não me lembro.
- Foi ao cinema: não me lembro.
- Saiu pra caminhar: vinte e sete de junho de dois mil e nove. (quê? A última vez que eu saí exclusivamente para caminhar foi nesse dia. Mas se qualquer passo tiver valendo, foi hoje.)
- Escreveu uma carta (e pra quem foi): não lembro.
- Escreveu um poema de amor (e pra quem foi): dois mil e sete, para um namorado no fake.
- Jogou verdade ou consequência: Não me lembro, mas joguei conseqüência ou sabão em dois mil e sete, que é bem parecido com verdade ou conseqüência (porque você achava que eu tinha escrito um poema de amor? Era a conseqüência no jogo.).

 

• PREFERÊNCIAS:

- A pessoa ideal fisicamente (estilo): Não sei.
- A pessoa ideal psicologicamente: Não sei.
- O lugar ideal: Depende.
- O clima ideal: Frio.
- A noite ideal: Depende.
- O dia ideal: Depende.

 

• VOCÊ ACREDITA EM:

- Deus/Diabo: Em Deus sim.
- Você: Sim.
- Seus amigos: Em alguns.
- Aliens: Não.
- Amor: Talvez.
- Monstro do armário: Não.
- Testes sem noção: Essa é a prova viva.
- Vida após a morte: Não.
- Destino: Não.

 

• AGORA:

- Que horas são: 05:47 (ainda da madrugada)
- Que dia é: dezessete de julho de dois mil e nove (aniversário do TOM FLETCHER, não esqueçam do #fletchersday no twitter. Espero que ele veja nos trending topics.).
- Onde está: Em casa.
- Está sozinho: Não.
- Está ouvindo: As batidas do meu coração .__________.
- O que você fará hoje: ainda não sei.
- Está cansado: Não.
- Namorando: Não.
- Está pensando no mesmo alguém: Não.
- Está apaixonado: Não.
- Está feliz: Sim.


No final das contas, era como se nada tivesse acontecido.

O céu estava de um azul perfeito, sem muitas nuvens ao alto, apenas com uma leve brisa agradável soprando no rosto de cada pessoa que passava pela garota de cabelos cacheados. Ela estava andando em círculos há cerda de cinco minutos, quando esbarrou na última pessoa que ela imaginava encontrar ali. Pensando apenas em se desculpar com a pessoa na qual havia acabado de tombar, começou a dizer:

- Desculp… – mas então ela percebeu quem era, o coração acelerou e ela perdeu completamente a voz.

- Tudo bem, eu já deveria esperar algo desse tipo vindo de você.

- Claro, você sempre reclamando do meu jeito desastrado – Ela falou enquanto acalmava a respiração aos poucos – Mas então, o que você faz por aqui? – Disse, e imediatamente se lembrou de que precisava falar com ele. O coração acelerou novamente, denunciando seu nervosismo.

- Na verdade, eu só estava andando por aí. – Ele, antes de passar a mão pelo cabelo como de costume, chutou uma pedra no chão. Ela, por sua vez, estava preparando o discurso mentalmente, antes que acabasse falando alguma besteira

- Bom, então, legal eu ter te encontrado agora, eu realmente queria falar sobre uma coisa com você… – Mas, quando ela viu o pânico nos olhos dele, tentou parecer menos urgente – se você tiver tempo, claro. – Mas ela não esperava pela resposta que ele ia dar.

- Desculpa, eu acho que eu não devia estar aqui com você. Sabe, eu tenho uma namorada agora. – Então ela congelou, podia ver a expressão de assombro que saia de seu próprio rosto, mas não conseguia evitar. Em questão de segundos ela tratou de afastar aquele pensamento da cabeça e sorriu, fazendo parecer que tinha adorado a notícia. Ela não podia deixá-lo saber o quão afetada ela estava com aquilo.

- Sério? Nossa, eu acho que essa era a última coisa que eu esperava vir de você. Engraçado como você mudou tanto e eu não mudei nada. Mas, me diz, qual é o nom… – Parou antes de continuar a frase – qual o número do seu celular? Eu tentei ligar várias vezes e sempre caía na caixa de mensagem. – Mas essa também não era a pergunta certa, ela sabia que se arrependeria profundamente depois que saísse dali.

- Na verdade, eu estou sem celular agora. Dei um tempo nisso tudo – Mentira. Ele estava certamente blefando. Mas ela não conseguia entender o porquê disso tudo. Ele teria resolvido simplesmente arrastá-la completamente para fora de sua vida? Tanto faz. Ela pensou, mas sabia que não podia deixá-lo ficar pensando que ela ainda era completamente apaixonada por ele.

- Na verdade, não era sobre isso que eu queria falar com você. Aliás, porque você achou que fosse isso? – Começando a se sentir mais aliviada, ela respirou fundo e esperou pela resposta dele.

- Não? O que era então? Ah, eu achei que fosse isso porque você mesma disse que não mudou nada, então podia ser que você ainda gostasse de mim. – Droga, porque ele sempre tinha que se sair melhor em tudo? Ela começou a ficar agitada novamente. Então, durante todo esse tempo, ele sabia que ela o amava e nunca fez nada a respeito?

- E quem disse que eu gostava de você? – Falou, aliviando um pouco a pressão que estava sentindo internamente – Eu só queria saber se você tem o numero do celular daquele seu melhor amigo. Uma prima minha se interessou por ele durante aquela festa que teve na escola semana passada. Aliás, porque você não foi?

- Ah, eu não tenho saco pra essas coisas. E pelo que eu me lembro você também não. Até que você mudou um pouco no final das contas. E não, eu não tenho o número dele aqui, mas posso te passar um e-mail depois.

- Eu não queria ir, só fui porque pensei que talvez eu pudesse encontrar voc… – Droga, porque eu tinha que falar isso? Pensou. Ia acabar se denunciando mais cedo ou mais tarde. – pensei que talvez pudesse encontrar algumas pessoas que eu nunca mais tinha visto – Suspirou aliviada. Será que ele escutou o que ela falou antes? Será que ele ia descobrir que ela era uma mentirosa e que ainda era apaixonada por ele? Ela rezava para que não.

- Então, era só isso?

Sua vontade era de dizer não, mas como sabia que essa palavra não iria sair de sua boca , disse que sim. Eles se despediram com um aceno de mão desajeitado e ele continuou caminhando para sabe-se-lá-onde. Quando ele tinha atravessado a rua, ela lançou-o um último olhar e disse um “Eu te amo”, mais baixo do que qualquer outra coisa dita naquele dia.

Ele não tinha percebido nada no final das contas. Era como se esse encontro nunca tivesse acontecido.

 

P.S.: Adoro como a minha imaginação se desenrola em momentos como esse. HAHA’


Just stop and stare

Somos tão realmente ocupados a ponto de não poder parar, um breve segundo, apenas para observar as nuvens? O quanto são calmas em seu transformar de formas, o quanto nos podem fazer dar asas à nossa imaginação. Não podemos sequer sentir o prazer de desfrutar o calor do sol ou a frescura de uma sombra, o som do vento, o barulho do bater das ondas, sentir na pele o toque de uma flor?

Pare, nem que seja por um segundo, e fique em silêncio, ouça tudo ao seu redor e faça parte desse redor. Olhe, observe – permita-se simplesmente fitar demasiadamente um local, um alguém, um elemento ou fato; admirar um afeto, um carinho. Sinta, sorria. Escute e presencie o que nos cerca – a natureza, a chuva a se debater ao chão, a árvore e o vento a se acariciarem num momento (quase intimo) onde somos apenas a platéia. Dê valor não só a sua vida, não só a si mesmo, mas a tudo. Respire, sonhe, imagine – nada lhe é cobrado por sonhar, por imaginar. Desfrute disso o quanto pode, seja feliz. Recorde lembranças, aprenda com os erros e não os recometa – fotografe o que lhe é importante, sorria sem pedir sorrisos de volta.

comece a viver de verdade e aproveite tudo que lhe fornecem, seja alguém bem mais feliz. 

 

P.S.: é disso que eu estou precisando.
P.P.S.: consegui falar sobre banalidades.


Como dar um tiro no pé:

Coloque balas.

Estique o braço.

Mire com convicção no meio do que você vê a sua frente.

Abaixe a arma em direção ao seu pé, como se fosse atirar bem no meio de onde você mirou.

Puxe o gatilho com gosto.

 

Não falha.

 

 

P.S.: quase ninguém vai entender o porquê desse post, mas me pareceu necessário ecrevê-lo, então aí está.


30.06.09

É estranha a maneira como eu me sinto. Na verdade, ainda parece que tenho um grande peso nas costas, mas só às vezes. Percebi que quando tocam no seu nome, perco meus pensamentos. Logo, você volta a me atormentar. Eu não quero ouvir o seu nome. Nem saber se você está bem ou mal. É claro que se você estiver bem, ficarei feliz. Mas não quero saber. Aproveitarei esse período, como já disse, para me desligar. É prováel que não me vejam muito por aqui, talvez eu só volte depois das férias, quero me fechar. Eu vou ler até as letras ficarem estampadas no meu rosto, vou viajar e ouvir músicas. Já desliguei todos os aparelhos da casa uma vez, e talvez faça isso de novo. Quem precisa de televisão ? Eu não. Só quero saber dos meu livros, do meu mundo e das minhas músicas. Quem precisa de mais ? O peso nas minhas costas tem que passar. Quero voltar renovada! Não existem problemas no meu mundo, muito menos realidades. Percebi que preciso de pouco para estar satisfeita.

Então é isso, eu me desliguei.


29.06.09

Se eu não acreditasse, eu não estaria ali. E, não importa o que eu diga, eu acreditava, desde o começo.

E continuo acreditando.


Hobby vs. Doença mental

Há uma linha muito tênue entre hobby e doença mental. Ouvir música é hobby. No volume máximo às sete da manhã pode ser doença mental. HAHA’


4:00 a.m.

- Você come de madrugada, né?
- Como quando tenho fome.
- Se eu comer de madrugada, eu não consigo domir.
- Eu não consigo dormir nunca, então não faz a menor diferença quando eu tenho fome.


Eu demoro – muito – para – entender.

Não adianta esperar de mim reações rápidas, digo logo. Eu não sei fazer isso. Preciso sentir a temperatura da água com a ponta do pé. Preciso respirar fundo. Preciso verificar se eu trouxe dinheiro pro táxi, antes de me empanturar de comida e refrigerante. Preciso olhar três vezes dentro da bolsa pra ver se o recarregador do celular está lá, se eu trouxe bloquinho e caneta. Eu preciso pensar para responder porque meus dois neuronios não valem nada, preciso abrir arquivos e revirar fichas, nada em mim foi informatizado, nem naquela conexão discada, que dirá nesse esquema wireless aí. Eu demoro para confiar, demoro para me sentir à vontade, demoro para pensar numa boa resposta, demoro para comer, demoro para dormir, demoro para lembrar o número do telefone [quando eu me lembro], demoro para lembrar o nome das pessoas, demoro – muito – para – entender.

Gente agoniada e nervosinha me dá nos nervos. E gente que quer a resposta agora? E gente que quer saber já? Eu não posso decidir nada agora, nem por e-mail, nem – que deus me ajude – no msn, nem em lugar nenhum. Eu não posso responder nada agora. Eu penso em cada respostinha, e olha que depois de pensar eu ainda falo besteiras monumentais. Eu preciso de tempo, preciso me preparar e preciso pensar com que roupa eu vou e deixar a roupa pronta no dia anterior, depois de escolhidos os sapatos e a bolsa. Eu preciso planejar. E sim, sei melhor do que quase todo mundo que tem muita coisa que não se planeja. Tá, eu sei, eu soube nas minhas mãos. Mas para quase tudo na vida, um mínimo de tempo é necessário e eu preciso de todo o tempo, espaço e vaga que puder obter, roubar, mendigar, ganhar, merecer.

Tempo.


Lamento dizer que…

O caminho para o reino encantado não é tão divertido assim. O sapo nunca vai virar príncipe, logo, esqueça o cavalo branco. Sapos não montam cavalos. As bruxas não usam chapéu, não têm verruga no nariz, nem andam em vassouras encantadas; elas são como a gente e muitas vezes parecem simpáticas e legais, mas acredite, elas são muito mais malvadas do que você pensa.

A fada madrinha tirou férias, ela não vai vir te arrumar para o baile nem transformar a abóbora em carruagem. Contente-se com a abóbora. Só com a abóbora. A bela adormecida mordeu a maçã, a Branca de Neve fugiu com o anão que encontrou seu sapatinho e a Cinderela, bom, a Cinderela nem virou Cinderela.

Ainda falta o final feliz. Mas depois de todas essas revelações, é melhor deixá-lo para depois. Quando eu vier falar sobre o Coelho da Páscoa e o Papai Noel.

 

Eu só queria bater os calcanhares e voltar para casa, já que os contos de fadas não existem aqui. Nem lá, esqueça.

Está tudo ao contrário. E tudo no lugar.